quinta-feira, 28 de julho de 2016

O início de tudo: o parto! E com ele a culpa e a frustração.





Parir nunca foi causador de medo ou dificuldade para mim. Minto! Antes de engravidar eu tinha MUITO medo da dor mas, quando me vi grávida por algum motivo que não sei explicar qual, esse medo se foi. Mas, o que veio depois foi uma frustração GIGANTESCA por não ter conseguido fazer o parto normal que eu havia tanto sonhado. Precisei de muito tempo, muitas sessões de terapia, muitas auto reflexões, muitas leituras e MUITO amor e maturidade para poder aceitar que as coisas aconteceram como deveriam acontecer. De que não era menos mulher por ter feito uma cesárea a um parto normal. De que não era mais fraca por ter precisado de analgesia. Que não foi falta de nada da minha parte e nem erro de ninguém; simplesmente é assim que foi.

Não brigar com a realidade, aceitar minhas imperfeições, convidar a amorosidade a participar, estas eram as primeiras questões que se descortinavam na minha estréia no mundo da maternidade. Preparei-me muito para o parto mas, somente para aquele parto que eu idealizava e, quando ele não foi daquele modo me frustrei muito. Foram dias de lágrimas, semanas de pesar, meses de reflexões. Hoje posso dizer que compreendo o quanto a idealização de algo me atrapalhou muito naquele momento e até hoje o faz na minha vida como um todo e principalmente na minha maternagem. Precisamos baixar as expectativas. Precisamos compreender que quando somos mães não temos mais como ter o controle de tudo (se é que tínhamos em algum momento) e que as coisas muitas e muitas vezes não saíram como planejamos ou como gostaríamos. Nos perdoarmos é um excelente caminho. Mas, esse é um tema para um outro vídeo.

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