"Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos."
Albert Einstein
Quantas e quantas vezes gastamos tempo, palavras, neurônios e energia nos debruçando sobre um problema.
Ficamos horas, dias, às vezes semanas e até meses pensando e falando sobre uma mesma questão que nos assola.
Já parou para refletir se pelo menos parte de todo esse investimento feito sobre o problema fosse utilizado para a solução?
Pode parecer algo óbvio, mas, se fosse, a maioria de nós não se dedicaria tanto a ficar dando voltas e voltas em torno de um problema.
Poucas pessoas foram educadas e incentivadas a manter seu foco nas resoluções e não no problema. Muitos aprenderam (até pelo exemplo dos próprios pais e outros adultos) que quando surge alguma dificuldade, fica-se pensando e pensando sobre a mesma. Essa é a forma que é demonstrada e reforçada, de repetidamente, olhar para o problema e falar sobre ele, como se isso facilitasse sua solução.
O que resolve o problema é justamente sair dele e encontrar uma solução. Não é possível encontrar uma solução com a cabeça ocupada com o problema em si. A solução só pode vir quando você se propõe a olhar a situação sob outra perspectiva. Desse modo você precisa, primeiro, compreender qual o problema, mas depois se libertar dele, para só então poder ver além do mesmo (do espaço-problema) e assim poder chegar a algum resultado diferente. Você só perceberá o que há em volta, para possivelmente encontrar um caminho, se seus olhos estiverem livres para olhar em outras direções.
Para isso, pratique entender o que se passa e então se questione no que fazer para resolver essa questão. Converse com as pessoas não sobre o problema (deixando de lado desabafos e reclamações), mas sim sobre o que está pensando em fazer para lidar com ele e peça feedbacks, bem como outras percepções com seus ângulos diversos.
Aprenda a ser mais resolutivo e aproveite melhor seu tempo e sua energia, deixando de desperdiçá-los em atitudes que não trarão resultados diferentes. Não se permita ter uma vida pequena, pense além, vá além. Saia do "quadrado".
Leia este texto também em Vya Estelar.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
terça-feira, 24 de julho de 2012
Resolução de pequenas e grandes indecisões exige risco
"Não arriscar nada é arriscar tudo!"
Al Gore
"É só se arriscando é que se pode resolver as indecisões que surgem no dia a dia. Conforme se arrisca e se observa os resultados de sua ação, pode se fazer os ajustes"
Inúmeras vezes nos vemos indecisos perante algumas situações: nos deparamos com certas bifurcações em nossos caminhos e não sabemos se seguimos para a direita ou para a esquerda.
Às vezes são coisas simples do cotidiano, como por exemplo, não saber o que escolher para comer ou que presente comprar. Outras vezes são decisões que influenciarão nosso futuro tais como mudar de emprego, mudar de cidade, lançar-se em um relacionamento.
Geralmente há dois comportamentos bastante comuns nesses momentos: ser impulsivo e agarrar qualquer uma das possibilidades o mais rápido possível para evitar a angústia da indecisão ou perder-se na reflexão, na análise e na ponderação de possíveis soluções.
Nenhuma das duas estratégias é muito funcional, pois em uma delas você nem chega a avaliar a melhor escolha e na outra ou demora demais a escolher (e pode perder grandes oportunidades com isso, pois elas passam) ou ainda acaba deixando a decisão à mercê da sorte, uma vez que não se decide por nada.
Como fazer para lidar com a indecisão?
Primeiramente pode-se utilizar a mesma estratégia geralmente útil com as preocupações produtivas (veja aqui).
Depois que se ponderar as alternativas possíveis e escolher uma, vá e teste para ver os resultados. Sem a experiência prática não há como saber se a alternativa escolhida é realmente adequada ou não. Não se sabe se uma receita é boa até utilizá-la e, em inúmeras vezes, você terá que aperfeiçoá-la.
É assim na vida com nossas decisões, precisamos perceber que sem as ações práticas não há movimento, não há seguir em frente, somente procrastinação e estagnação. É só se arriscando é que se pode resolver as indecisões que surgem no dia a dia. Conforme se arrisca e se observa os resultados de sua ação, pode se fazer ajustes e utilizar o mesmo comportamento ou algum outro muito próximo, caso a consequência tenha sido positiva.
Caso não tenha sido, na maior parte das vezes, muitas das escolhas que fazemos no dia a dia tem somente repercussão a curto prazo. Desse modo podemos percebê-las como testes e não como algo definitivo. Ou seja, vamos testando possibilidades e utilizando a realidade (o resultado prático) como feedback para nós mesmos.
Sem passos não há caminhada, do mesmo modo que sem arriscar-se em escolhas, não há vida.
Leia este texto também em Via Estelar.
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