segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dar bronca na criança sem afetar a autoestima é possível

"Generalizar atitudes ou rotular a criança é prejudicial"

Muitas pessoas que tem filhos se questionam sobre como educar os mesmos. Educar é tarefa dos pais e dos mais próximos da criança, é diferente do papel da escola: o de fornecer conhecimento.

Para isso é importante que os pais se questionem sobre seu comportamento para com os filhos e também frente a eles, pois as experiências que eles registrarem na infância serão extremamente relevantes para o restante de suas vidas, já que contribuirão para a formação de suas crenças positivas e negativas.

Cada família é uma família diferente e por isso não é possível generalizar maneiras de educar que sirvam sempre para todos. No entanto, há informações que podem ser úteis, já que são percebidas de modo bastante parecido pela maioria das pessoas.

Como dar uma bronca de modo eficaz e adequado?

É possível dar uma bronca sem causar estragos na autoestima da criança?

Sim, é viável fazer isso atentando-se para alguns detalhes. O objetivo da bronca é demonstrar para a criança o que ela fez de errado para que não repita mais esse comportamento. Para isso é necessário descrever para a criança qual o comportamento em questão para que ela saiba que a crítica é em relação ao comportamento e não para ela como um todo.

Alguns exemplos:

- João não bata na sua irmã porque isso machuca. Ou ainda de modo positivo: - João, quando você bate na sua irmã isso a machuca.

- Helena gritar é feio. Ao invés de: - Helena, feia! ou - Que feia!

Generalizar atitudes ou rotular a criança é prejudicial

O que é prejudicial para autoestima é generalizarmos: "você sempre faz isso"; ou rotularmos: "seu bagunceiro", porque isso passa a ideia de que há algo errado com a criança e não com seu comportamento.

Criticar em particular e elogiar em público

Outro ponto importante é a questão das críticas e elogios. Os elogios reforçam os comportamentos que devem ser repetidos, pois são benéficos e fazê-los em público é ainda mais reforçador. A ideia é também descrever o comportamento positivo e elogiá-lo.

Já quando queremos extinguir algum comportamento, ou seja, desejamos que ele não ocorra mais, devemos criticar o comportamento (não a criança como um todo) em particular e não na frente de outras pessoas pois, do contrário, isso expõe a criança e faz com que ela se sinta humilhada.


Leia este texto também em Via Estelar.

Raiva, introspecção e agressividade estão interligadas

"... quanto mais entramos em contato com nossa essência amorosa, mais estamos vulneráveis a sentir as dores emocionais..." 

Na essência somos todos amor. 

Como então passamos a ter problemas em demonstrá-lo e também entrar em contato com essa nossa parte? 

Que experiências podem ter influenciado essas questões? 

Como se dá nosso funcionamento interno para explicar nossa maneira de perceber, processar e demonstrar as emoções?

Há algo a ser feito que possa modificar nossas atitudes: maneira de perceber, sentir e se comportar?



Buscarei de modo breve e objetivo esclarecer esses pontos.

Um bebê é só amorosidade, no entanto, dependendo das experiências que tem, de como está essa mãe com ele (principalmente até os dois anos, pois é com quem ele tem mais ligação; (posteriormente a relação com o pai e outros seres que o circundam), ele poderá experienciar dor (toda criança irá vivenciar alguma dor), mas, se essa dor se tornar constante, ele poderá começar a se afastar em demasia de sua essência (que o torna vulnerável à dor) e, por instinto de sobrevivência psíquica, se refugiar usando como defesa a raiva.

Raiva: introspecção e proteção

Pessoas raivosas são aquelas que precisaram por algum motivo se fechar para se proteger e, lutando para isso, adquiriram como modus operandi se defender sendo agressivas. Há ainda aquelas que também sofreram dores mas, acabaram se rendendo, por vezes anestesiando suas dores e consequentemente, sua amorosidade, para se proteger de maus tratos; outros se resignam aceitando as dores que lhe são causadas mantendo sua amorosidade e se tornando pessoas muito sensíveis às dores emocionais.

Um bebê é "poroso"; chega-se fácil ao seu amor, do mesmo modo que é fácil lhe causar dor emocional. Portanto, necessariamente, quanto mais entramos em contato com nossa essência amorosa, mais estamos vulneráveis a sentir as dores emocionais e vice-versa.

Carência e compulsão

Quando somos crianças precisamos imensamente do amor e aprovação principalmente de nossa mãe. Como ficam "buracos emocionais", continuamos buscando esse amor de mãe até o fim da vida, demonstrando carência ou adentrando em comportamentos compulsivos com por exemplo: comida, jogo, sexo, cigarro, álcool etc. No entanto, esses "buracos" não poderão nunca mais serem tampados, pois foram formados junto com nossa estrutura de personalidade (são parte intrínseca de quem somos). Somente através da conscientização e reconhecimento de nosso estado e nossas questões, é que se faz possível sair de um modus operandi automatizado e, inúmeras vezes disfuncional, para um em que tenhamos comportamentos mais saudáveis e com resultados mais benéficos para nós.

O caminho é aceitar que não precisamos mais daquela mesma forma de amor e aprovação do passado, pois agora não somos mais aquela criança que precisa da validação dos pais. E assim podemos lidar com as situações de modo menos reativo (fazer algo automaticamente pela maneira como nós sentimos) e mais focado no que é bom para nós (não em agradar os outros ou ficar evitando comportarmos que possam desagradá-los).


Leia este texto também em Via Estelar.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Como expor um problema ao parceiro?

"A melhor maneira de resolver problemas é conversar sobre eles." 

Todos os casais têm problemas, o que difere se eles conseguirão ficar juntos é o modo como os resolvem e também como lidam com suas diferenças. 

Há casais que quando surge alguma divergência ou algo que incomoda se afastam um do outro e não falam sobre o ocorrido. Há outros que discutem e "resolvem" a discussão ficando sem se falar ou ainda sempre indo o mesmo lado se desculpar. Ou seja, é sempre a mesma pessoa que vai atrás para tentar resolver a situação.


Com o tempo isso vai desgastando a relação e, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"; ou seja, às vezes se chega a um resultado que não tem mais volta.

A melhor maneira de resolver problemas é conversar sobre eles. Explane ao outro de forma assertiva - nunca agressiva - o que aconteceu e como está se sentindo frente ao comportamento do outro.

Isso não deve ser utilizado como uma acusação, mas como uma maneira de deixar o outro saber o que está se passando com você, já que ninguém faz leitura mental.

De modo geral, as mulheres tendem a falar mais de suas emoções e, muitas vezes, querem conversar para falar sobre elas. Homens por outro lado, tendem a ser mais objetivos. Falam sobre fatos e conversam no intuito de encontrar solução para as coisas.

Desse modo, é comum a mulher achar que seu companheiro não se importa com seus sentimentos pois, ao conversar com ele, contando como está se sentindo, ele tende a responder com alguma ideia para resolver a questão. Já o homem pode compartilhar querendo auxílio com alguma solução e ficar frustrado com a pouca objetividade da conversa.

Como expor um problema ao parceiro?

Uma forma de facilitar a conversa entre ambos e não causar frustrações, é deixar claro ao iniciar a conversa o que se está querendo com ela. Ex. "Eu preciso desabafar, contar como estou me sentindo. Quero somente que me escute e me ampare" ou "Preciso encontrar uma solução para esse problema e gostaria de sua ajuda para pensar nisso junto comigo". Com essa abordagem, a chance de ruídos na comunicação diminui bastante.

Fique atento à comunicação em seu relacionamento. Quanto menos ela estiver acontecendo, maior a chance de um rompimento no futuro.


Leia este texto também em Vya Estelar.

Saia do "quadrado", veja outros ângulos e busque a solução do problema

"Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos." 
Albert Einstein


Quantas e quantas vezes gastamos tempo, palavras, neurônios e energia nos debruçando sobre um problema. 

Ficamos horas, dias, às vezes semanas e até meses pensando e falando sobre uma mesma questão que nos assola.

Já parou para refletir se pelo menos parte de todo esse investimento feito sobre o problema fosse utilizado para a solução?


Pode parecer algo óbvio, mas, se fosse, a maioria de nós não se dedicaria tanto a ficar dando voltas e voltas em torno de um problema.

Poucas pessoas foram educadas e incentivadas a manter seu foco nas resoluções e não no problema. Muitos aprenderam (até pelo exemplo dos próprios pais e outros adultos) que quando surge alguma dificuldade, fica-se pensando e pensando sobre a mesma. Essa é a forma que é demonstrada e reforçada, de repetidamente, olhar para o problema e falar sobre ele, como se isso facilitasse sua solução.

O que resolve o problema é justamente sair dele e encontrar uma solução. Não é possível encontrar uma solução com a cabeça ocupada com o problema em si. A solução só pode vir quando você se propõe a olhar a situação sob outra perspectiva. Desse modo você precisa, primeiro, compreender qual o problema, mas depois se libertar dele, para só então poder ver além do mesmo (do espaço-problema) e assim poder chegar a algum resultado diferente. Você só perceberá o que há em volta, para possivelmente encontrar um caminho, se seus olhos estiverem livres para olhar em outras direções.

Para isso, pratique entender o que se passa e então se questione no que fazer para resolver essa questão. Converse com as pessoas não sobre o problema (deixando de lado desabafos e reclamações), mas sim sobre o que está pensando em fazer para lidar com ele e peça feedbacks, bem como outras percepções com seus ângulos diversos.

Aprenda a ser mais resolutivo e aproveite melhor seu tempo e sua energia, deixando de desperdiçá-los em atitudes que não trarão resultados diferentes. Não se permita ter uma vida pequena, pense além, vá além. Saia do "quadrado".



Leia este texto também em Vya Estelar.

Sua vida é insignificante ou repleta de significados?

"De tempos em tempos, é preciso tirar alguns momentos para reavaliar a vida"


Você já parou para pensar o que realmente é importante para você em sua vida? Aquilo que te faz muito bem quando você faz ou dedica algum tempo. Aquilo que você realmente se esforça em conseguir. Aquilo que te traz bem-estar, realização, paz de espírito. Aquilo que você deseja, almeja, sonha.

Quanto tempo do seu dia ou da sua semana você gasta fazendo coisas que pouco te agregam ou ainda coisas que para você tem pouco ou nenhum valor?

Quanto você se esforça em fazer coisas por que são importantes para os outros, para agradá-los?


Já parou para pensar o que você está construindo na sua vida?

Em que sua vida está se transformando ou que caminho está seguindo?


Se parar para refletir um pouco, gosta do que vê? Isso te faz bem? Te agrada?

Não podemos reclamar de nossa vida se somos nós que decidimos como ela é e será. Você colhe o que planta. Por isso escolha as sementes que quer plantar, já que não pode colher laranjas se plantou alfaces.

Tire alguns momentos de tempos em tempos para reavaliar como está sua vida. Para verificar o que lhe é importante e avalie o quanto isso ocupa sua vida. Se o seu gráfico de divisão de tempo é ocupado muito mais por coisas que não lhe são importantes ou que não te trarão resultados, que suprirão seus valores pessoais, então se faz urgente uma reavaliação.

O que é uma vida insignificante?

Não permita-se ter uma vida insignificante, repleta de coisas que pouco lhe tem importância. Seja coerente com aquilo que alimenta sua alma, seu coração. Verifique sua bússola interna, se ela está te guiando para onde você realmente quer ir. Senão, ajuste-a, e tenha uma boa vida.

Lembre-se, quando você estiver no fim da mesma e olhar para trás, ficará em paz e realizado ou arrependido pelos passos que deu?"


Leia este texto também em Vya Estelar.

Aceitar nossos limites traz sensação de alívio

"Aceitar limites não é se acomodar..."

Todos nós temos limites. Eles obviamente são diferentes para cada pessoa, já que temos facilidades e dificuldades para fazer determinadas coisas, de acordo com nossa genética, estímulos que tivemos durante a vida, exemplos, pelas experiências que passamos, nossa personalidade etc.

O que há de comum é que com certeza ninguém pode ser bom em tudo, como também não há quem seja ruim em tudo.

Quando ficamos nos cobrando com relação a algo, sentimos como que um peso o tempo todo, como se devêssemos algo. A partir do momento que aceitamos que temos limitações há um alivio, pois compreendemos que no momento podemos ir somente até determinado ponto, e deixamos de ficar o tempo todo nos cobrando algo.

Aceitar nossos limites não é se acomodar, mas sim deixar de ficar nos puxando de um lado para outro como um cabo de guerra e ficar sofrendo com isso. É entender que há determinadas coisas que estão fora de nosso alcance e que talvez nunca possamos controlar, e outras que nesse momento não podemos mudar.

Essa sapiência só acontece a partir do autoconhecimento; por isso se questione, reflita e seja honesto consigo mesmo com o que realmente não depende de você ou que você não pode fazer além do que já faz; e o que ainda pode se esforçar mais.

Siga a linha de pensamento da oração da serenidade: "Concedei-me Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras."


Leia este texto também em Vya Estelar.

domingo, 26 de outubro de 2014

Texto de William Shakespeare

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quao boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"