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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Não deixe o passado ditar o presente e o futuro

"Não se feche em um muro de regras"

A ideia do texto de hoje é refletirmos o quanto permitimos que o passado dite nosso presente e futuro. 

Quantas vezes você já ouviu alguém dizendo que por ter vivenciado "x" situação no passado, então não faz mais isso hoje ou alguém que nunca mais fez "y" coisa porque fez e deu errado.


Alguns exemplos concretos são: "não demonstro mais meus sentimentos, porque o fiz com meu ex-namorado e me machuquei"; "nunca mais conto meus segredos para ninguém, pois confiava na minha amiga e ele me traiu"; "não trabalho mais com chefe mulher, porque a que eu tinha atazanava a minha vida" etc.

Esses todos são exemplos de regras que criamos diante de alguma situação no passado que não foi boa. Sim, precisamos aprender com os erros e utilizá-los para nos aprimorar, mas se agarrar a regras absolutas diante de situações relativas: Todos os namorados machucam as namoradas quando elas se abrem emocionalmente? Todas as amigas contam os segredos umas das outras? Todas as chefes mulheres são terríveis? para se proteger de possíveis novos sofrimentos só necessariamente criará outros.

Quantas e quantas pessoas se prendem há algum acontecimento no passado como se o evento do passado determinasse todos os eventos futuros. Como sendo causa e efeito. Passam a vida continuamente se lembrando do que ocorreu e se esquivando de que isso possa ocorrer novamente. Desse modo o sofrimento continua se propagando, mesmo muito tempo após aquela situação ter acabado, já que a lembrança é despertada com frequência e, além disso, há perdas no presente pelas esquivas que são feitas.
Como se desprender dessas amarras?

Precisamos pensar, que na realidade somos nós que continuamente vamos construindo e reconstruindo novas situações que nos lembram a(s) antiga(s). Quando por exemplo estou carente e me abro com alguém que mal conheço e nem tive tempo para criar um laço de confiança, posso estar repetindo o mesmo caminho do passado. Se acabo me envolvendo com o mesmo padrão de homem nos relacionamentos que tenho, o problema não está em demonstrar meus sentimentos, mas sim, a quem faço isso. Se tiver o azar de ter uma chefe chata e me nego a ser subordinada à qualquer outra mulher, posso perder boas oportunidades de trabalho e de crescimento pessoa e profissional.

A questão é muito mais melhorar seus filtros (sua percepção) e suas habilidades sociais do que se fechar dentro de um muro de regras. Até porque, muitas vezes, justamente aquilo que mais nos concentramos em evitar, pode ser justamente o que nós mesmo criamos (vide texto profecia autorrealizável).

Faça uma lista das regras que você criou para você mesmo(a), perceba o quanto elas são ou podem ser relativas, permita-de testar a validade das mesmas e desafiá-las.


Leia este texto também em Via Estelar.


domingo, 8 de junho de 2014

Você vive mais no passado ou no futuro? Descubra

Há uma frase de Buda que diz: "O segredo da saúde, mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas... viver sabia e seriamente o presente".



Isso não é absolutamente fácil para a maior parte das pessoas. Se formos conversar com alguém e prestarmos atenção ao discurso do nosso interlocutor, perceberemos que há uma probabilidade grande de ele estar falando ou sobre coisas que podem ocorrer no futuro e "pré-ocupações" ou sobre coisas que já aconteceram e se lamentando e/ou reclamando.


Dificilmente alguém fala do momento presente: do que está fazendo, do que está sentindo, de dificuldades que tem etc.

Como a fala é resultado do que está passando na cabeça da pessoa e, o que pensamos influencia como nos sentimos e nossos comportamentos, então podemos concluir que todo o funcionamento da pessoa estará alinhado e respondendo ao contexto em que ela escolhe se colocar (passado, presente ou futuro).

A treinadora e praticante master em programação neurolinguística Junia Bretas demonstra isso nesta frase: "Depressão é excesso de passado em nossas mentes. Ansiedade excesso de futuro. O momento presente é a chave para a cura de todos os males mentais".

Com base nisso, você já se perguntou em que momento vive?

Se está preso ao passado, se queixando sobre ele, saudoso do que já foi, culpando-se por algo que tenha feito? E consequentemente triste, às vezes sem forças ou apático, choroso e até com depressão. Ou, de repente, se já está sempre se antecipando, perguntado-se a todo momento "E SE isso acontecer?", "E SE aquilo não der certo?", "E SE...", "pré-ocupando-se" e pensando repetidamente em como resolver os problemas que ainda nem chegaram? E, diante disso, apresentando uma respiração curta e rápida, taquicardia, tensões e dores musculares, agitação física e mental e possivelmente com algum transtorno ansioso como crise de pânico, transtorno de ansiedade generalizada etc.

Percebe o quanto suas escolhas influenciam e até determinam sua saúde e bem-estar? O porquê de viver no presente é tão importante e não somente uma frase-chavão. Por que práticas como ioga, relaxamento e meditação são cada vez mais recomendadas?

Não é difícil se perder do momento presente e ir parar no passado ou futuro, principalmente na realidade em que a maioria de nos vive hoje de muita correria, cobrança, coisas para fazer, estímulos por todo lado, competitividade, altas metas, prazos curtos etc.


Mas, quanto mais nos alienarmos e entrarmos no automático, mais doentes, insatisfeitos e infelizes ficaremos. Fiquemos atentos, acordados de para onde estamos levando nossas vidas e, tomemos as rédeas das mesmas, nos condicionando sozinhos ou com auxilio de conhecidos (familiares, amigos, cônjuges) ou profissionais (psicoterapeutas, coachs, dentre outros) a vivermos mais no presente.

Leia este texto também em Via Estelar.