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quarta-feira, 29 de maio de 2013

A dor física e o sofrimento emocional

por Rafael Zen 
Já escrevi num artigo anterior: a dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional. Hoje vou buscar separar uma coisa de outra.
É interessante saber que apesar dos méritos da ciência moderna, mecanismos aparentemente simples do nosso corpo, como a dor, ainda são um mistério. Sabe-se que em nosso cérebro existe uma área responsável por receber a informação do desconforto corporal e que estas mensagens transitam através do sistema nervoso. E só!
A dor é um mecanismo necessário à manutenção da vida.  Já pensou quais as consequências de se cortar o dedo e não saber o que aconteceu? Há alguns anos soube do caso de uma menina inglesa que não sentia dor, chegava muitas vezes a quebrar ossos e não sabia disso. Era um transtorno para a família, mas os médicos nada conseguiram fazer.
Mas o curioso disso é:
1 – a região cerebral da dor fica imediatamente ao lado da parte responsável pelo recebimento de estímulos de prazer (o que reforça o conhecimento ancestral que diz que a dor e o prazer são extremos de uma mesma coisa); e
2 – embora o cérebro seja o receptor do sinal (porque afinal de contas é ele quem controla toda a nossa máquina), onde exatamente a dor acontece ainda é um mistério!
Resumindo: dor é um mecanismo orgânico que põe nosso sistema em estado de alerta sobre algo que não está normal, um desconforto “aparentemente” corporal. Digo aparentemente porque, novamente, nem tudo é o que parece: existem vários estudos que mostram que anestesias podem ser substituídas por hipnose com total sucesso, seja num dentista ou numa cirurgia, inclusive este procedimento já foi testado num ambulatório do SUS. É de nos fazer questionar nossos paradigmas, não?
Este tipo de experimento mostra que a matéria pode ser controlada através de percepções e informações mentais. Assim como um hipnotizador competente pode “desligar” a dor, por exemplo, é possível plantar em sua mente a idéia de que uma cebola na verdade é uma deliciosa maçã – e o hipnotizado mastiga a “suposta” suculenta e ardida cebola e exclama: hum, que delícia de fruta! Compreendeu? Nem tudo é o que parece, e tudo nada mais é do que como percebemos nosso mundo.
Mas quando falamos em sofrimento estamos nos referindo a algo completamente diferente, pois a origem são estados emocionais negativos e equivocados. Por ser algo que se processa internamente (e, teoricamente, algo sobre o qual temos controle) ele é opcional. Sofremos quando perdemos dinheiro, quando ouvimos palavras duras, quando não temos aquilo que desejamos, quando somos abandonados ou acreditamos que não somos amados… Enfim, quando existe um estado de insatisfação e nosso pequeno ego se sinta contrariado, mesmo que estejamos bem alimentados e em boas condições de saúde, imediatamente sentimos desconforto em nosso corpo!
Perceba a simbiose que existe entre eles, e até uma inversão de papéis: sofrimento é sempre a origem de muitas dores e males corporais (sabe quando sua raiva descontrolada gera uma gastrite?); mas a dor não é a causa de sofrimento – Diagnosticada com um câncer no intestino em 2005, a bióloga pernambucana Marta Gomes Rodrigues, 59 anos, teve de se submeter a diversas sessões de quimioterapia. Com a reincidência da doença pela quarta vez, ela decidiu aliar ao tratamento a prática da meditação. “Os efeitos colaterais dos medicamentos diminuíram e as náuseas acabaram”, diz (Revista Istoé – 27.02.2010)
Estes estados incorretos, em geral deixados pra segundo plano porque acreditamos ser desnecessário gastar nosso precioso tempo com “bobagens”, sempre foram reconhecidos no oriente como fonte de nossos males, mas somente há poucos anos estão sendo constatados por pesquisadores sérios nos países ocidentais através do advento da psicologia – e isso tem apenas 50 anos!
O fator determinante, mais uma vez, são nossas interpretações e percepções, os valor que damos aos acontecimentos externos de nossa vida. Parece um conceito simples, mas é um mecanismo determinante para tudo que fazemos, e o principal divisor de aguas entre o amor e o egocentrismo, felicidade e inconsciência, liberdade e escravidão emocional.
E é justamente este o problema: supervalorizamos coisas inúteis, e deixamos de lado pontos importantes. Já parou por alguns minutos por dia pra ouvir a tagarelice em sua mente? Então fica a primeira dica: aprenda a se ouvir, e vai perceber que boa parte daquilo em que acredita não passa de um pensamento e, como tal, pode ser modificado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A dor é obrigatória – mas o sofrimento é opcional!

por Rafael Zen 


Se você está passando por um mau pedaço, talvez o texto abaixo possa te ajudar.
Mas para compreendê-lo melhor é preciso querer enxergar a verdade. Portanto, baixe a guarda e encaixote suas crenças.
Pra começar, entenda que nosso mundo é regido por leis (assim como a gravidade) – nem sempre visíveis a olho nu, mas perceptíveis através dos resultados em nossa vida. Você pode não acreditar nelas, mas isso não impede você de se machucar ao pular de um prédio! Lembre-se que muitas vezes o absurdo de uma época é completamente aceito em outra: até 500 anos atrás nosso mundo era plano e considerado o centro do universo… Compreender as leis da vida é a melhor maneira de seguir o fluxo da maré ao invés de remar contra ela.
Vivemos num universo-espelho. Tudo que vemos com nossos olhos físicos não são mais do que o resultado de algo mais profundo. Profissão, relacionamentos, prosperidade e saúde são apenas resultados. Para modificar resultados precisamos sempre iniciar pela origem: dentro, em nossos pensamentos e emoções.
Observe a natureza (sempre nossa melhor referência): assim como as raízes invisíveis sustentam uma árvore, nosso mundo externo é sustentado pelo invisível (mas muito palpável) mundo interior. Adube as raízes e os frutos aparecem!
Perceba que dentro de um mesmo ambiente (em casa, escola ou trabalho) existem pessoas com os mais diversos estados interiores: alegria, tristeza, tédio… mas se o ambiente é o mesmo qual é o diferencial? Muitos operários são mais felizes do que alguns empresários – dinheiro, portanto, continua sendo apenas outro resultado.
Não gosta do que vê? Bem, não se colhe maçãs de uma laranjeira!
“Tal como o homem pensa em seu coração, assim ele é”
Projetamos nossas debilidades no próximo. Vivemos em um mundo de projeções, e em função do nosso próprio nível de consciência, costumamos enxergar nas pessoas nossos próprios erros e defeitos. É fácil de entender:
Você é crítico? Quem você critica? O que você critica? Observe-se com muita atenção e vai encontrar em suas palavras aspectos muito escondidos de sua própria personalidade. Condenamos nos outros aquilo que não aceitamos em nós mesmos. E esta é a melhor forma de nosso ego despistar nossos erros e de nos iludirmos mais um pouco tentando passar por melhor.
Crítica é fruto da intolerância e da falta de autoconhecimento. Apontar as falhas nos demais é apontar para dentro de si mesmo
Quer um conselho? Comece a elogiar. Se você enxerga apenas defeitos no mundo, talvez não tenha nenhuma virtude dentro de você!
“Não resistais ao mal” (outra frase bíblica) – em outras palavras: aceite!  Se algo em sua vida não está como você gostaria, não tem jeito, alguma coisa está acontecendo em suas raízes. Negar por quê? A dor não erra de endereço e a aceitação é o primeiro passo para uma mudança verdadeira.
Aprenda com as artes marciais: use a força do seu oponente contra ele mesmo – neste caso, permita que a energia da aceitação te ilumine na dissolução do erro. Resistir cria conflitos e estes, mais erros e mais sofrimento (que é opcional…).
Vou dar um exemplo: seu gato quebrou seu vaso de flores favorito ou o trânsito te atrasa para uma reunião importante e você “arranca os cabelos” de raiva. Resolveu? Solucionou o problema? Você está se sentindo melhor ou fez o mundo melhor com esta atitude?
Encontre sempre a beleza das coisas. Em seguida, lubrifique suas emoções: abençoe a tudo. Dizem que ao ver que a fábrica de seu pai pegava fogo, o filho de Thomas Edson correu desesperado ao encontrou do pai – que observava extasiado a fogueira: “Filho, olha só que maravilha…”
Viva o presente a cada segundo. Porque o momento do agora se chama “presente”? Porque este é o maior presente de Deus em nossas vidas: o eterno agora. Viva cada segundo como se não houvesse amanhã, e aprenda a ser grato por ele. Viver desta forma nos permite fazer tudo com amor – e sem que precisemos falar nada, começamos a atrair boas circunstâncias em nossa vida. Qual será o segredo?
O corpo sempre diz a verdade, escute-o com carinho! Embora a medicina moderna tenha seus méritos, ainda tem muito a aprender com as tradicionais.
Doença é sinal de desequilíbrio, é o grito de socorro da alma – outro resultado em nossa vida!
Você sabia que cerca de 1/3 de todos os males do mundo são curados através do chamado “efeito placebo ou cura espontânea”?
E que os medicamentos químicos já são a primeira causa de mortes nos EUA?
É de fazer a gente pensar, não?
Assuma totalmente a responsabilidade pela sua vida. A cegueira da idade média já passou e você ainda acredita num “deus” carrasco e vingativo? Somos todos 100% responsáveis por tudo que acontece ao nosso redor. Desde um resfriado até um acidente, tudo são projeções do subconsciente.  Atraímos aquilo que pensamos.
“Nós somos do tecido de que são feitos nossos sonhos”.
Nosso corpo, entre outras coisas, é um potente ímã que atrai as circunstâncias. Podem ser medidos nele fenômenos de calor e eletricidade – portanto, também carrega magnetismo. E isto explica, entre outras coisas, a Lei da Atração.
Lembre-se de que o Universo está o tempo inteiro conspirando a nosso favor. Porque essa é a natureza do cosmos: o caminho mais fácil! Se você ainda não percebeu isto, comece a revisar seus conceitos. Um mundo cheio de oportunidade para uns e dissonante para outros não lhe parece um tanto estranho? Mais uma vez, o problema é o “mundo” ou “você”??? A água sempre desce a montanha…
Ação e reação – Você chuta uma parede, quebra seu pé e ainda reclama dos tijolos? A física já conseguiu comprovar esta lei há muito tempo, porque então não transportá-la para nossa vida?
Jamais se sinta vítima de injustiças. Mesmo que você não entenda os porquês, saiba que a causa está dentro de você – SEMPRE!
“Deus não joga dados!”
Como se pode perceber, o fato de ignorar estes princípios básicos não nos isenta de cumpri-los. Até pouco tempo atrás eu costumava dizer que nascemos sem manual, mas hoje revisei meus conceitos: há muitos sinais pelo mundo pra dizermos “eu não sabia” – outra atitude vitimista. Basta não resistir – e se entregar…
E se ainda assim estiver difícil de resolver algum problema, procure um bom terapeuta: as técnicas energéticas conseguem fazer verdadeiros milagres diariamente.