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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A resposta para a insatisfação é gratidão

Conheço e atendo diversas pessoas insatisfeitas. Insatisfeitas consigo mesmas, como seu trabalho,  com seu relacionamento amoroso, com seu local de moradia, com seu corpo, etc... Insatisfação é um excelente  alerta para nos fazer perceber que é preciso fazer algo com essa situação que nos chateia. Sem a insatisfação provavelmente tenderíamos a ficar muito mais estagnados, na nossa zona de controle. Uma vez que percebo que mais pessoas são movidas pela insatisfação ou desconforto por algo, ou seja, pela dor, do que pelo prazer em alcançar algo. Ambos são motivadores mas, parece que tem mais efeito sermos empurrados do que puxados. Assim, a insatisfação é um importante ingrediente para a evolução humano e para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Maravilha! Então sabemos que quando estamos insatisfeitos com algo, basta compreendermos a raiz da insatisfação, traçarmos o que queremos e planejarmos como chegar até lá? Para muitas pessoas  sim, mas, não funciona desse modo para algumas. Há os insatisfeitos crônicos; que independente de correrem atrás de seus objetivos, pouco conseguem aproveitá-los e, logo já está insatisfeitos novamente. Isso é algo deverás angustiante pois, apesar do quanto de esforços se emprega em chegar lá, a sensação é que quando se chega já não é mais lá que gostaria de estar.

O que fazer nesse caso?

A boa notícia é que há uma solução para pessoas que tem esse perfil e, também para todas as demais que queiram desfrutar de mais bem estar, paz e alegria na vida. E, qual é essa solução então? É a gratidão!
Muito se fala atualmente em agradecer, em ter gratidão e, com razão que se espalha essa ideia. Muito além de ser um bando de "bichos grilos" querendo retornar aos anos 60, essa mensagem tem muito fundamento.

Quando agradecemos por algo, estamos reconhecendo coisas positivas em nossa vida. Que seja ter tido um bom dia, ter feito uma viagem interessante, ter jantado em boa companhia, ter entregue um trabalho que estava te tirando o sono, etc... Todas essas são situações benéficas e que nos trouxeram bem estar. Quando somos gratos a elas, registramos em nossa mente esse ocorrida e essa sensação de bem estar se perpetua por mais tempo do que o término do evento. Dessa maneira, se praticarmos o comportamento de agradecer, manteremos essa "onda" de bem estar por muito mais tempo e, inclusive podemos viver dentro dela; já que diariamente todos temos pelo que agradecer. Seja pelo bonito dia de sol, por ter comido quando se estava com fome, por ter um casaco a mão quando está  frio. Não precisamos de grandes feitos para sermos gratos. O segredo é compreender que há muito mais para sermos gratos do que para reclamar. Assim, "viramos a chave" e passamos a perceber a vida e a existência muito mais em termos de observar e notar a metade cheia do copo, do que a metade vazia.

Exercício prático

Para te auxiliar nessa prática, te explico uma forma de se educar a exercitar sua gratidão.

Pegue uma caixinha ou um pote. Preferencialmente que seja um recipiente que você goste da aparência. Esta será sua caixinha da gratidão ou seu pote da gratidão. Diariamente, pode ser ao final  do dia ou durante o dia, logo após algum evento interessante; anote em uma pedaço de papel algo pelo qual você tenha a agradecer. Como já citei acima, temos mutas coisas boas que acontecem em nosso dia, pelas quais podemos ter gratidão.

Não espere grande situações. Ninguém escala o Everest em um único dia. Temos pequenos presentes dia a dia que podem se somar em um grande após algum tempo. Escreva-os nesses papéis e coloque em sua caixinha. Sua tarefa é fazer isso minimamente 1 vez ao dia mas, quanta mais anotações diárias você fizer, mais se condicionará a ver o lado bom da vida e, assim mergulhar nesse magnífico sentimento de plenitude. Para reforçar ainda mais, você pode todo dia durante o cafe da manhã ou antes de dormir, pegar aleatoriamente 3 papeizinhos e lê-los, devolvendo-os ao seu pote da gratidão.

domingo, 9 de outubro de 2016

Desafio dos 30 dias - insatisfação/gratidão



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Se quiser ficar sabendo quando eu postar um novo vídeo, se inscreve no meu canal do youtube: youtube/c/thaispetroff

terça-feira, 22 de março de 2016

Por que não consigo obter satisfação no dia a dia?

"Realização dá trabalho e pouco prazer..." 


Percebo atualmente que é muito comum a mentalidade de focar-se na satisfação ou em obter satisfação. O que quero dizer com isso é que muitas pessoas fazem as coisas pensando que por fazê-las, elas merecem receber alguma gratificação. Essa estratégia ajuda na motivação, mas o foco fica no "presente" que virá por ter feito determinada coisa. Trabalhar visando o salário, ajudar alguém visando o agradecimento, arrumar algo visando o elogio, são atitudes perigosas, se comuns e corriqueiras em nossas vidas.

Se nos pautamos na ideia de que precisamos nos gratificar pelas situações pelas quais passamos ou de que "eu mereço X coisa porque fiz Y", passamos a nos relacionar com a vida através de recompensas as quais duram somente enquanto o estímulo estiver lá. Ou seja, depois que o sorvete acaba, o sapato ou o carro já não é mais novo, não temos mais nada que nos agrade. Fica um vazio. E, diante desse vazio, podemos sucumbir a novamente procurar um novo estímulo para preenchê-lo. Assim pode nascer uma compulsão, além de ansiedade, enquanto não se tem aquele "objeto", e até angústia, uma vez que a vida se resume a satisfações momentâneas.

Por outro lado, se passamos a focar mais em obtermos realização, a construção se dará de modo completamente diferente.

Para nos sentirmos realizados, precisamos primeiramente nos conhecer minimamente para saber do que gostamos, que habilidades temos e o que queremos aprender/conhecer mais.
Diferente da satisfação que tem duração de curto prazo, e é algo externo a nós, na realização nós nos empoderarmos, pois fazemos algo o qual, já durante o processo, nos traz bem-estar e, através do resultado construído e atingido por nós - ficamos felizes e gratos. É um sentimento que perdura muito mais, até no futuro quando você se recordar de algo que tenha feito, poderá relembrar da boa sensação sentida na situação.

Fazer coisas que nos realizam é muitas vezes trabalhoso: estudar, arrumar a casa, montar uma miniatura de avião, escrever um livro, tricotar um cachecol... diferentemente da obtenção da satisfação que não requer praticamente esforço nenhum. Esta estratégia contribui para termos um bom autoconceito (autoimagem) e, consequentemente, reforçam a nossa autoestima. É algo que previne a depressão, por conta de trabalharmos nossa crença de capacidade e nos sentirmos mais autoconfiantes, além de termos mais estabilidade emocional, já que esta depende muito mais de nossas ações do que de outros ou de coisas externas a nós.

Para começar a colocar isso em prática é simples: pergunte-se quais são as coisas que lhe são importantes fazer? Não quer dizer que elas te deem prazer a curto prazo, mas sim, que após realizá-las, você se sentirá com sensação de dever cumprido, de que fez a sua parte, de ter finalizado algo significativo para você.

Assistir a um filme é algo que pode nos trazer prazer e satisfação, mas dificilmente é algo que te trará realização, a não ser que você tenha se proposto a assistir àquele filme para fazer algum trabalho com ele ou como alguma meta pessoal. Já arrumar o armário ou levar o carro para a revisão é algo que não traz nenhum prazer em curto prazo, mas após finalizar essa tarefa, você se sentirá bem consigo mesmo, orgulhoso de si.

Então, essa é mais uma dica que difere ambas as coisas: satisfação nos traz prazer no curto prazo, mas o prazer acaba quando o estímulo termina. Realização dá trabalho e pouco prazer, mas uma sensação boa que perdura depois.

Procure ter ambos em sua vida; talvez um pouco mais de realização do que satisfação. Desse modo você viverá de maneira mais plena e equilibrada.


Leia este texto Também em Via Estelar.


A vida é como você a faz; mude você!

"A vida é muito importante para ser levada a sério" 
Oscar Wilde 

Recentemente, uma pessoa que atendo, e em recuperação de uma síndrome de burnout (estresse causado pelo trabalho), me disse após retornar de suas férias: 

- Não adianta ir para um lugar tranquilo se você leva sua cabeça intranquila.
Ela tem toda a razão! Viajar ou ir para onde for irá modificar o ambiente externo e pode até auxiliar retirando a pessoa dos estímulos incômodos, mas se não houver também um trabalho de mudança interna, "o inferno" irá junto com você para onde você for.
Quantas e quantas pessoas atualmente apresentam sintomas de ansiedade: estão com a cabeça cheia de pensamentos em boa parte do tempo; apresentam taquicardia e inquietude física e mental; têm dificuldade em se focar; têm cansaço constante; sentem-se angustiadas etc. Tudo isso é fruto da "pré-ocupação". 

Não adianta tentar fugir dos problemas indo para longe, se você não rever seu modus operandi. Sem isso ser feito, você continuará na companhia das mesmas percepções e sentimentos, já que os levará com você. Faz-se necessário desapegar-se da maneira de "interpretar" e fazer as coisas que te fazem mal. Enquanto o olhar interno for o mesmo, pouco mudará.

Um novo olhar para sua mudança interna

- rever o grau de importância que você dá para o trabalho, família, relacionamento amoroso ou filhos; 

- rever a urgência com que você acha que precisa resolver as coisas; 

- rever o peso que acontecimentos passados ainda têm sobre você; 

- rever sua rotina e hábitos diários; 

- rever se suas escolhas sobre a maneira de enxergar a vida estão sendo úteis e saudáveis para você.
Se há sofrimento, há algo errado ou pelo menos algo que precisa ser aprendido. 

Às vezes precisamos de ajuda de outros para podermos ter insights sobre como ver as coisas de outra maneira, para poder modificar uma crença quem nos acompanha há tempos; para podermos nos "des culpar" (tirar a culpa) sobre algo...
Não permita se acomodar no "a vida é assim mesmo". Temos a opção e a possibilidade de sermos felizes mas, para isso, mais do que mudarmos as circunstâncias externas, precisamos modificar a nós mesmos. As mudanças externas acontecerão como consequência de estarmos diferentes e não permitirmos ou escolhermos mais determinadas coisas. Acredite em você e desapegue-se do que te faz mal!
Portanto, não busques mudar o mundo, mas escolhe mudar a tua mente sobre o mundo.

A percepção é um resultado e não uma causa."



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domingo, 10 de agosto de 2014

Você toma as rédeas sobre sua vida ou age passivamente?

"A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo” Buda

Quantas e quantas vezes estamos insatisfeitos com a nossa vida: com relacionamentos que temos, com situações pelas quais estamos passando, por eventos que acontecem. E o mais comum nesses momentos, é reclamarmos e culpabilizarmos o externo pelo que está ocorrendo. 

Desse modo, ficamos estagnados, de mãos atadas, sem a possibilidade de nada fazer. Quando nos permitimos entrar nesse contexto, não há chance alguma de mudança, a não ser que ela venha de fora mas, não temos controle algum sobre isso.


Sempre que algo acontece em nossa vida, algum grau de responsabilidade temos sobre isso. Seja por que fizemos ou deixamos de fazer alguma coisa. Dessa maneira, se a sua relação amorosa não está boa, no que você está contribuindo para isso? Se o seu trabalho não está satisfatório ou as relações que estabelece no mesmo não estão agradáveis, o que está fazendo que influencia isso? Ou ainda, por que ainda está lá? Se a sua vida social não está fluindo... que comportamentos está tendo para facilitar que isso ocorra?

Quando nos fazemos essas perguntas, mudamos a nossa percepção girando nosso foco de fora para dentro e aí toma-se o controle sobre a situação. Não estou com isso dizendo que tudo que acontece conosco ou em nossa vida é responsabilidade nossa. O que estou dizendo é que sempre temos algum grau de contribuição e, portanto, de escolha. Se algo não está satisfatório, você pode buscar identificar o que está fazendo e, identificando o que pode estar contribuindo para esse contexto, mudar, ao invés de ficar culpabilizando o externo.

Isso te torna mais senhor(a) de sua própria vida, faz com que a tome em suas mãos ao invés de ficar na postura de vítima ou gastando energia reclamando. Permite também fazer mudanças antes que as situações fiquem insustentáveis ou ainda que outros façam as mudanças por você e, nem sempre, essas sendo para a direção que você gostaria.

Quando nos apropriamos de nos mesmos, tomamos consciência de nossas ações no mundo, passamos a ter maior controle sobre nossas vidas e tornamo-nos autores das mesmas e não meros coadjuvantes. Assim, se não está gostando de algo, reflita sobre o que depende de você para fazer com que seja diferente. Opte por ser agente ativo ao invés de agente passivo. Compreenda que para cada ação há uma reação e, desse modo, sua vida é reflexo do que você faz.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Odeia segunda-feira? Veja cinco dicas para sair dessa


"A vida não pode ser reduzida somente a parcos dias com hora marcada"
A sexta-feira é um dia esperado por muitos, já a segunda é bastante aversiva para diversas pessoas.

Basta chegar a noite de domingo e muita gente já começa a sofrer pela segunda-feira que se aproxima. Se você se identifica com essa situação, pode ser que sofra da síndrome de segunda-feira.
Um fator comum em quem sofre dessa síndrome é a angústia e ansiedade presentes ao se aproximar o término do final de semana ou logo na segunda-feira pela manhã.

Por vezes aparecem até alguns sintomas físicos: dificuldade para acordar cedo, indigestão, dores de cabeça, dores musculares.

Fatores relacionados à síndrome de segunda-feira: 

Há alguns aspectos que estão relacionados a essa síndrome e sendo modificados podem livrar a pessoa desse sofrimento.

1º) É comum nos finais de semana e feriados que as pessoas quebrem seus hábitos e comam e bebam mais do que devem, troquem a noite pelo dia, deem uma de "esportistas de final de semana" e o resultado é que se inicia a semana tendo de lidar com esses excessos. Já se  inicia a semana cansado, com o organismo precisando se recuperar dos feitos do final de semana e por isso torna-se tão difícil começar a semana.

2º) Outro ponto é o seguinte pensamento: “Vou aproveitar para fazer no final de semana tudo aquilo que não faço durante a semana”. Dessa maneira sobrecarrega-se de compromissos e não se tem tempo para descansar. Quando termina o final de semana, o desejo é de que ele estivesse apenas começando para poder se recuperar de todo o cansaço.

3º) Há ainda aquele hábito de procrastinar todas aquelas atividades chatas e trabalhosas tanto quanto possível, muitas vezes pensando: “Vou deixar isso para resolver na semana que vem”. Desse modo, passa-se em alguns casos o final de semana preocupado com essa obrigação e logo na segunda-feira já torna-se necessário lidar com esse aborrecimento.

4º) A insatisfação com o trabalho também está relacionada com a síndrome de segunda-feira. Ao não ver sentido no que faz e perceber a atividade profissional como desprazerosa, é esperado que quando se inicia a semana, haja sofrimento ao retomar essa atividade.

Cinco dicas para superar a síndrome de segunda-feira:

1ª) Por que não dividir a diversão em pequenas partes durante a semana toda?
Marcar para quarta-feira aquele cinema com a namorada, logo para segunda a happy-hour com os amigos, para quinta aquele jantar com as amigas, na terça uma corridinha.

Desse modo a semana passa também a oferecer atividades prazerosas e não se sobrecarrega o final de semana e se evita também os excessos.

2ª) Por que abarrotar o final de semana com compromissos?
Cada vez mais nos privamos de aproveitar as pausas e nos enchemos de tarefas, compromissos e afazeres.

A vida moderna nos traz um excesso de informação que acaba por nos viciar no ritmo acelerado. Deixe algum tempo livre no final de semana, aprenda a não ter que preencher todo o tempo com atividades.

3ª) Por que deixar para depois o que pode ser feito hoje?
Tarefas chatas sempre serão chatas, não importa quando são feitas. No entanto, adiá-las só aumenta o sofrimento pois, mesmo não as fazendo, sua lembrança retorna à cabeça e você fica preocupado com ela.

Quando se posterga para fazer em outro momento, quanto mais aquele momento se aproxima, mais desconforto traz.

4ª) Crie o hábito de fechar a semana finalizando tudo o que for possível. Adiante o trabalho na quinta, terminando aquele relatório entediante e saia na sexta um pouco mais cedo como aquele sentimento de gratificação por si mesmo. Isso inclusive auxilia a estender o final de semana e ter mais tempo para descansar.

5ª) Por que faço o que faço profissionalmente?

Outra possível causa para a dificuldade de voltar à rotina após os finais de semana e feriados é de não vermos sentido na rotina que vivemos. Fazer todos os dias “mais do mesmo”, seguindo no automático, sem que haja consciência e significado no que se faz, isto somente nos aliena de nós mesmos.

Se não me vejo vivendo a vida de segunda a sexta, esperando o final de semana para fugir dela, tenho a impressão de que é só nessas pausas que me reencontro.

Torna-se necessário questionar-se sobre seu trabalho e sua profissão. Caso não haja satisfação, deve-se procurar outras possibilidades. Se for possível, inclusive busque orientação com um psicólogo ou coach.

Viva com sentido

A vida não pode ser reduzida somente a parcos dias com hora marcada. Precisamos organizar nosso tempo para que seja possível haver momentos para recarregar as baterias e também deixar fluir a nossa energia.

Precisamos equilibrar nossas decisões e comportamentos de modo que haja equilíbrio entre cuidar do outro, cuidar de si, cumprir os compromissos que julgamos importantes e usufruir dos prazeres.

Reavalie o sentido da vida para tê-la repleta de significado de segunda a segunda.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Busca por perfeccionismo pode gerar insatisfação



"O segredo é buscar a excelência ao invés do perfeccionismo. Pois essa sim, leva a resultados interessantes (excelentes) e permite o exercício da congratulação e não o da crítica"

Hoje mais do que nunca é solicitado a todo profissional que ele tenha bom desempenho, seja competente, especialista naquilo que faz, etc. Por conta disso, muitos desenvolvem um padrão de comportamento perfeccionista.
O perfeccionismo é o ideal de se fazer tudo de maneira perfeita, sem erro, falha ou déficit algum. O problema é que essa proposta é utópica, já que a perfeição é inalcançável. Um exemplo que ilustra isso é: mesmo que consigamos realizar algo, como finalizar um projeto, e que este esteja impecável quando o avaliamos no momento de seu término, ainda assim, se o analisarmos um mês depois, encontraremos alguma deficiência. Isso ocorre, pois estamos em constante aprendizado, crescimento e mudança. Somos bombardeados a todos instante por inúmeras informações, que são captadas e incluídas em nossos “arquivos” mentais; modificamos algo dentro de nós e em função disso a maneira como percebemos a nós mesmos e o mundo externo.

Perfeccionismo pode gerar insatisfação, estresse e ansiedade

Por isso a busca pela perfeição acaba sempre gerando insatisfação. A consequência disso trará estresse, ansiedade e humor deprimido, pois o indivíduo passa sempre a interpretar seus resultados como falhos e não como suficientes para atingir seu padrão de qualidade. Isso gera a sensação de perigo iminente
- Como não sou bom o suficiente meus colegas irão me criticar, meu chefe irá me mandar embora, etc...

Isso o manterá com um sentimento de apreensão desagradável (ansiedade), além do sentimento de desvalia e pessimismo (depressão) e causará um conjunto de reações no organismo tanto fisiológicas, quanto psíquicas (estresse).

Aí é que a porca torce o rabo, a busca incessante pela perfeição gera ansiedade e estresse e com isso a qualidade de seu desempenho cai.

Excelência sim, perfeccionismo não

O segredo é buscar a excelência ao invés do perfeccionismo. Pois essa sim, leva a resultados interessantes (excelentes) e permite o exercício da congratulação e não o da crítica. A excelência, por ser possível, permite satisfação e reforço positivo, diferentemente do perfeccionismo, que não dá trégua e menospreza os esforços.



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